No álbum Bark at the Moon, Ozzy e Sharon Osbourne deram um balão em Jake E. Lee, visto que o músico criou o disco em parceria com Bob Daisley, mas não recebeu nenhum crédito na obra como foi prometido pelo casal.
Vale pontuar que Bob Daisley ajudou a escrever Bark at the Moon no regime ghostwriter, ou seja, compôs as faixas, recebeu uma grana por isso e não ganhou crédito público pela autoria.
Então, quando Ozzy quis fazer o sucessor de BATM, Jake se posicionou com firmeza e disse que só ia compor se rolasse um contrato.
Ele contou o caso em entrevista à revista Guitar World: “Eu disse a ele: ‘Não vou fazer nada até conseguir um contrato’, e isso aconteceu bem rápido”. Na época, Ozzy tinha acabado de sair da reabilitação, então estava pensando com certa clareza.
No entanto, rolou desentendimento com o produtor Ron Nevison, que queria impor um som de guitarra monótono a Lee.
“Eu queria ouvir a guitarra como uma orquestra. Tipo violinos em cima, violoncelos embaixo e partes melódicas e com movimento. Era mais do que acordes básicos e um som de guitarra chato e fraco”.
O virtuoso guitarrista continuou lembrando o processo de criação do disco e a reação de Ozzy, que o elogiou em público.
“Eu tinha uma bateria eletrônica Simmons e um baixo que a Charvel me deu, então eu ficava lá gravando minhas próprias demos. Gosto desse ponto de vista.
Mas me lembro de um jantar com a banda, em que Ozzy ergueu o copo e disse: ‘Este é um brinde a Jake E. Lee, que praticamente produziu este disco e foi uma parte muito importante da sua criação’. Talvez ele sentisse que a minha participação estava ficando maior do que a de um membro da banda deveria ser”.
“Mas muitas coisas vieram junto com isso. Estávamos compondo para o próximo álbum. Eu estava ultrapassando limites e sendo rejeitado por isso. Eu estava entediado com as restrições. Tenho certeza de que Ozzy não gostou disso. Mas, no que diz respeito a The Ultimate Sin, eu o defendo”, completou o guitar hero.