Iron Maiden: Descubra 10 Razões Que Torna The Number Of The Beast Um Bom Álbum

Em comemoração aos 40 anos do clássico The Number of the Beast, do Iron Maiden, o site britânico Loudwire enumerou dez razões que torna o álbum um bom trabalho. A lista aponta, por exemplo, a entrada do vocalista Bruce Dickinson (ex-Samson) e a sequências das canções como alguns dos fatores primordiais para o sucesso do disco. A lista completa você pode descobrir nas linhas a seguir.

1. The Number of the Beast nos presenteou com Bruce Dickinson

Este fato por si só o torna uma parte monumental da história do heavy metal. Claro, Paul Di’Anno fez um bom trabalho nos dois primeiros LPs do Iron Maiden, mas não há dúvida de que Dickinson imediatamente deu à sua música uma presença idiossincrática e icônica mais atraente.

O produtor Martin Birch supôs que Di’Anno não era “capaz de lidar com a direção musical e vocal que a banda queria explorar”, já Dickinson “abriu tremendamente as possibilidades para o novo álbum”. Da aspereza frenética da abertura Invaders aos lamentos ilimitados de Hallowed Be Thy Name, Dickinson prova que Birch estava certo.

2. O adeus ao baterista Clive Burr

Dizem que quando uma porta se abre, outra se fecha, mas isso não significa que a saída do baterista Clive Burr tenha sido menos agridoce – mesmo que Nicko McBrain continue sendo um excelente substituto.

É difícil imaginar Burr tendo uma despedida melhor do que The Number of the Beast. Sua genialidade aplicada em Children of the Damned é apenas um exemplo de sua desenvoltura consistente. Sem dúvida, o trabalho apresenta muitos dos momentos superlativos de Burr na banda, então ele definitivamente partiu com a nota mais alta possível.

3. A capa é bíblica e controvérsia

O Iron Maiden é conhecido por suas capas de discos icônicas e ousadas, The Number of the Beast, claro, segue à risca tal preceito, com o mascote Eddie manipulando o próprio Capeta. A arte fora feita pelo lendário Derek Riggs, que teve a inspiração nas artes cristãs europeia, o que deixou muitos religiosos ofendidos a ponto de classificar o Maiden como satanista.

4. Tem pelo menos três dos maiores clássicos da banda

Um álbum que tem como single Run to the Hills, primeira colocada no Top 10 UK Singles Chart, e The Number of the Beast, 7º lugar na lista 40 Greatest Metal Songs do canal VH1, é certeza de figurar no seleto hall dos clássicos e são sinônimos do heavy metal oitentista. A última faixa do trabalho é a épica Hallowed Be Thy Name, essencial nos shows do grupo até os dias de hoje.

5. A sequência das canções é impecável

O disco flui em um ritmo impecável, mostrando as várias facetas da banda de maneira sábia. Invaders é o rock perfeito para deixar os ouvintes familiarizados com Dickinson; depois as coisas se acalmam um pouco com a balada semi-acústica Children of the Damned antes de The Prisoner trazer seriedade e 22 Acacia Avenue trazer uma narrativa hiperativa.

Obviamente, Run to the Hills e The Number of the Beast são peças centrais no álbum, enquanto Gangland brinda o ouvinte com uma pegada punk. Por fim, Hallowed Be Thy Name propõe uma jornada a um oásis musical.

6. Foi um enorme sucesso comercial e colocou o Iron Maiden no mapa

A trupe se saiu bem com seus dois primeiros álbuns, desembarcando em lugares respeitáveis nas paradas musicais e dividindo o palco com Judas Priest e KISS. No entanto, The Number of the Beast elevou o grupo um novo patamar.

O trabalho alcançou o primeiro lugar no UK Albums Chart, entrou no Top 10 de outros países e atingiu a #33 posição da Billboard 200. Com o lançamento do disco, os shows do Maiden ficaram mais elaborados e os contratantes surgiram aos montes querendo o espetáculo da Donzela de Ferro.

7. Instigou uma abordagem mais diversificada, colaborativa & criativa

O baixista Steve Harris escreveu a maioria do material para Iron Maiden e Killers, com os outros membros ajudando um pouco aqui e ali. Em TNOTB há uma abordagem mais diversificada, apresentando, por exemplo, crédito para Clive Burr em Gangland e o guitarrista Adrian Smith contribuindo com três músicas.

Naturalmente, Harris também teve uma contribuição substancial, mas até mesmo Dickinson colaborou em Children of the Damned, Run to the Hills e The Prisoner, embora não seja creditado devido a “problemas contratuais” com seu ex-grupo, Samson.

8. Possui canções sobre liberdade e libertação

O Iron Maiden sempre foi intelectual e franco em relação aos seus comentários e observações históricas, e The Number of the Beast exemplifica isso maravilhosamente bem. Invaders, por exemplo, detalha uma defesa contra uma invasão viking, já Run to the Hills se concentra na “colonização da América do Norte sob o ponto de vista dos povos indígenas.

Gangland investiga o medo e a incerteza da vida em uma gangue ao estilo Al Capone dos anos 1930 e The Prisoner é inspirada em uma série TV de ficção científica de décadas atrás, no entanto, é clara a sua relação com o tema de guerra, soberania e subjugação.

9. Foi influenciado pela cultura pop

Enquanto algumas músicas foram motivadas pela história real, outras foram derivadas de literatura, filmes e afins. Em particular, Children of the Damned foi inspirada em Children of the Sea, do Black Sabbath, no romance de John Wyndham The Midwich Cuckoos e nos filmes que ele inspirou como Village of the Damned e Children of the Damned.

Na mesma linha, The Prisoner surgiu do programa de televisão britânico de mesmo nome que foi ao ar na década de 1960. A música até começa com uma narrativa presente na série, fato que deixou o empresário do Iron, Rod Smallwood, chocado a ponto de ligar para o criador da série, Patrick McGoohan, e pedir autorização do pequeno trecho.

10. Da mesma forma, impactou outros aspectos da cultura pop

Muitas músicas ficaram bandeira na cultura pop, e é claro que alguns clássicos do Maiden também marcaram presença na seara cultura. Run to the Hills, por exemplo, apareceu em alguns games como SSX On Tour, Rock Band e Grand Theft Auto: Episodes from Liberty City), já The Number of the Beast deu as caras em Guitar Hero III e Tony Hawk’s Pro Skater 4.

Deixe um comentário (mensagens ofensivas não serão aprovadas)