Na última terça-feira, dia 10 de março, no julgamento da Ação Penal (AP) 2670 no Supremo Tribunal Federal (STF), aconteceu um episódio bem curioso, que foi a citação de Faroeste Caboclo, da Legião Urbana.
Ao defender o deputado federal Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), que também atende pelo nome de Pastor Gil, o advogado Maurício de Oliveira Campos Junior apelou para alguns versos do hit do rock brasileiro.
É importante explicar que o Pastor Gil está sendo acusado de supostos esquemas de desvio de emendas parlamentares, e o julgamento está ocorrendo na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
Utilizando os versos da canção como base para sua analogia, Maurício quis mostrar o quão difícil moralmente é trabalhar na capital federal. Ele disse: “É preciso dizer primeiro que vir para Brasília é como ter com o diabo, segundo a música de Renato Russo”.
O advogado fez questão de salientar que não havia paralelo entre seu cliente e o protagonista da música, que é um cara ruim e vai para o inferno algumas vezes. “João de Santo Cristo era um bandido, Gil é um pastor, não há paralelo”.
O defensor continuou sua argumentação citando a faixa: “Ele queria falar com o presidente para ajudar toda essa gente que só faz sofrer. É o que inspira muitos dos que vêm para Brasília, lamentavelmente com o diabo ter”.
Por mais que seja uma música famosa e importante para a cultura brasileira, essa foi a estreia de Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, como objeto de analogia em julgamento no STF. Se o estica e puxa de Maurício de Oliveira Campos Junior vai surtir algum efeito, temos que esperar para ver.