Five Finger Death Punch Faz Show Apoteótico No Rio De Janeiro

A primeira vez a gente nunca esquece! O jargão popular, muitas das vezes usado em tom sarcástico e irônico, tomou conta na noite de ontem (10) aspectos incontestavelmente positivos, aprazíveis e, lógico, oportunos, já que debutava no palco do Vivo Rio, Rio de Janeiro, a primeira apresentação dos norte-americanos do Five Finger Death Punch em território brasileiro. E se não bastasse, a noite ganhara o reforço para lá de especial com o hardcore abrasivo da banda Hatebreed, o que colaborou, e muito, diga-se, para que o sorriso, alegria e a satisfação fosse uma certeza a todos que prestigiaram o evento.

Hatebreed

A banda reza essencialmente a cartilha do hardcore, mas seria de uma miopia tremenda limitá-los ao citado estilo, visto que o som dos norte-americanos de Connecticut flerta com bem vindos sotaques de heavy metal e punk, e o bom resultado dessa mistura o público carioca pôde conferir ontem quando do primeiro acorde da arrasa quarteirão To the Threshold, que estremeceu as estruturas do Vivo Rio, indicando que o repertório do grupo seria tão afiado quanto uma navalha francesa.

Como poucos, o vocalista Jamey Jasta tem o público sob seu controle, e tal afirmação é sinônimo de incessantes pedidos de circle pits e moshes, instaurando um maravilho caos na pista. Sem dó dos ouvidos alheios, Jamey & CIA – completa a banda Frank Novinec (guitarra); Wayne Lozinak (guitarra); Chris Beattie (baixo) e Matt Byrne (bateria) – martelaram sons como Live for This, This Is Now, As Diehard as They Come, Honor Never Dies e I Will Be Heard, o que só confirmou a já conhecida postura do grupo em trazer aos fãs apresentações dominadas pela mais alta adrenalina, intensidade e muito, muito, peso.

Five Finger Death Punch

Com a expectativa lá nas alturas, afinal, o show de estreia do 5FDP no Brasil era aguardado há tempos, com isso, não fora nenhuma surpresa a euforia motivada pela já clássica Lift me Up, o que fez atear fogo nos barulhentos fãs que se aglomeravam a frente do palco para ver bem de perto Ivan Moody (vocal); Jason Hook (guitarra); Zoltan Bathory (guitarra); Chris Kael (baixo) e Jeremy Spencer (bateria). Nem os problemas técnicos que pipocaram durante toda a apresentação da banda comprometeu a performance, tampouco a empolgação do já citado barulhento e excitado público.

Os hits Never Enough e Wash It All Away com suas melodias cativantes convocaram todos a cantarem em plenos pulmões os respectivos refrãos, rechaçando qualquer reticência – se é que existisse alguma – em relação ao poderio sonoro dos norte-americanos. Além disso, mostrou a clara e visível satisfação dos músicos em tocar para uma plateia que transpirava entusiasmo, intensidade e muita energia para acompanhar cada riff e melodia propagada pelos PA’s.

O clima intimista, amigável e, quiçá, familiar estabelecido pelos músicos e fãs só corroborou para que a linguagem da diversão fosse a única expressão emitida e sentida por todos. E essa tal atmosfera intimista foi tamanha que constitui numa bem quista proximidade e informalidade, fazendo com que Ivan e seus companheiros de banda chamassem ao palco alguns afortunados fãs para que curtissem lá de cima o show do grupo.

O efeito e a vibração provocada pelas ótimas Jekyll and Hyde e Burn MF é como se uma pessoa quisesse apagar incêndio com gasolina, ou seja, a temperatura e a animação subiram, ainda mais, com as citadas canções, transformando o Vivo Rio num maravilhoso apocalipse. A calmaria veio com as versões acústicas de Wrong Side of Heaven e Remember Everything, que tiveram a participação maciça da plateia cantando cada verso e refrãos das mencionadas músicas.

A temperatura voltou a subir com a ótima e cadenciada Coming Down, explodindo de vez com a pesada e agressiva Under and Over It. The Bleeding veio com a incumbência e responsabilidade de colocar o ponto final na primeira visita do Five Finger Death Punch pela capital fluminense, deixando todos os fãs sedentos por mais ‘encore’, que, infelizmente, não aconteceu.

Em uma apresentação de pouco mais de uma hora e quinze minutos de duração, o Five Finger Death Punch mostrou o porquê de tanta adulação por parte da mídia e fãs, além disso, indicou que o futuro da música pesada tem, sim, um ótimo representante e que o acanhado número de detratores terá de se curvar ao 5FDP.

Set list Five Finger Death Punch:

Lift Me Up
Never Enough
Wash It All Away
Got Your Six
Cover Medley: The Spirit of Radio / Walk / Crazy Train / Smoke on the Water
Bad Company (cover do Bad Company)
Jekyll and Hyde
Burn MF
Wrong Side of Heaven
Remember Everything
Coming Down
Under and Over It
The Bleeding

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