Documentário Brasileiro Discute: “Por quê O Metallica É Tão Grande?”

O youtuber e ativista da cena Metal Nacional Clinger Carlos, Mineiro, diretor responsável pelo programa de maior audiência da atualidade determinadamente especializado em apoiar a cena Metal Nacional, acaba de lançar mais um documentário, desta vez de forma ambiciosa, pois sua produção e pesquisa só não foram mais longe e com o devido sucesso merecido por conta da falta de apoio imagine de quem? Isso mesmo meu amigo, sem o apoio da própria cena Metal, aliás, a cena Metal Nacional ainda não se tocou que ela própria é a maior sabotadora de si mesma, é justamente a falta de união, estrelismo e outras vaidades que terminam criando barreiras dentro de nossa própria cena, impedindo colaboradores e artistas de se superarem ou irem mais longe quanto sonham! Sim, mas isso é assunto para outra matéria!

O foco aqui é esse ótimo documentário, que além de gerar polêmica e discussão entre os fãs da própria banda Metallica, passa também uma ótima analogia e filosofia para artistas e músicos em geral que em suas bandas optam sempre por um dos dois caminhos: simplemente tocar por diversão sem esperar absolutamente nada além da ressaca do dia seguinte, seja pelo álcool do “after party”/performance durante a sua apresentação ou optam por levar suas bandas de forma tão séria e profissional, sendo vistas como verdadeiras empresas e assim passam a dar longevidade as suas carreiras e até viver do seu próprio negócio! Música!

O documentário colheu opiniões de algumas figuras da cena Metal Nacional e até internacional, incluindo este que vos escreve, visto o conhecimento sobre o assunto/banda e experiência destes colaboradores tendo conquistado sua importância na cena Metal ou até um envolvimento direto ou indireto com o Metallica como foi o caso do Walcir Carlos, proprietário da histórica loja Woodstok no centro da cidade de São Paulo e um dos responsáveis indiretos por indicar a banda Metallica para seu primeiro show no Brasil e no ginásio do Ibirapuera, chegando a colocar sua loja em jogo pelo sucesso que o show teria. Não preciso nem citar o resultado não é?

O documentário reúne ainda cenas pouco conhecidas e até marcantes, como a cena do Axl Rose falando mal do Metallica em palco após um incidente e acidente que envolveu James Hetfield ocorrido em um momento onde o Metallica abria os shows do Guns n’ Roses em meados dos anos 90. Entre depoimentos ácidos, alfinetadas e desabafos, a mensagem é passada ao expectador, seja um artista ou músico do underground Nacional, ele é quem se beneficiará com a ideia do vídeo documentário que não se resume somente a falar de uma banda que conseguiu o estrelato mundial, mas sim discutir e encontrar a fórmula que foi usada para contribuir com uma banda que além de todo seu precioso talento, contou ainda com a ajuda do destino que evitou estarem no lugar errado na hora errada, me perdoem pelo trocadilho os que conhecem o lado trágico da história desses four horseman! Tirando meu humor negro, assistam, confiram, deem seus likes ou não, mas não sejam sabotadores de sua própria cena, ainda mais com esse que marca mais um grande trabalho do programa Heavy Metal Online que apesar de ser feito totalmente de forma independente e por um único nome, ainda assim é a sua participação que o torna viável e realizado.

Talvez você já tenha visto inúmeros documentários sobre o Metallica, mas tenho certeza que nenhum feito de forma humilde, mas bem dirigido, bem editado, tudo feito pelo próprio Clinger e com muito profissionalismo, além do intuito de despertar a consciência de fãs da banda ou de músicos em geral do underground que esperam algo mas não o buscam em atitudes e sim somente em palavras disparadas em telas virtuais e murais do facebook. Talvez por isso o documentário seja tão surpreendente, porque foi feito de forma despretensiosa, totalmente independente e ao mesmo tempo ambiciosa por se tratar de um nome poderoso do mainstream do Metal Mundial, por esta razão o documentário pode a qualquer momento ser excluído do youtube.

O vídeo é concluído com Clinger lançando uma pegadinha: “Para fechar esse documentário, incluí uma música inédita do Metallica, confiram”. Eu finalizo, “Somente os fortes entenderão!”

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